Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11612/8373
Autor(a): Macêdo, Bruna Gomes de
Orientador: Marques, Elineide Eugênio
Título: O etnoconhecimento de plantas medicinais nas comunidades quilombolas do município de Brejinho de Nazaré-TO e os novos meios de disseminação deste saber popular
Palavras-chave: “Plataforma digitais”; “Conhecimento tradicional”; “Comunidades tradicionais”; “Quilombos”; Digital platforms; Traditional knowledge; Traditional communities
Data do documento: 11-Fev-2026
Editor: Universidade Federal do Tocantins
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente - Ciamb
Citação: MACÊDO, Bruna Gomes de. O etnoconhecimento de plantas medicinais nas comunidades quilombolas do município de Brejinho de Nazaré-TO e os novos meios de disseminação deste saber popular. 2026. 113f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Ambiente) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente, Palmas, 2026.
Resumo: A era digital possibilitou o acesso a uma infinidade de informações compartilhadas diariamente nas redes sociais. Atualmente, esses canais de comunicação podem ser uma alternativa para a resiliência e a disseminação dos conhecimentos tradicionais, principalmente em relação ao uso de plantas medicinais, os quais se encontram vulneráveis tanto pela antropização das paisagens naturais quanto pela desvalorização da sociedade contemporânea. Nesse sentido, a presente pesquisa teve como objetivo central, compreender o etnoconhecimento sobre plantas medicinais nas comunidades quilombolas do município de Brejinho de Nazaré-TO e os novos meios de disseminação desse conhecimento como forma de resiliência. Para isso, a pesquisa foi dividida em três etapas. A primeira consistiu na realização de uma netnografia, com o objetivo de compreender como essas comunidades estão inseridas nas redes digitais. A segunda etapa envolveu entrevistas semiestruturadas, com o intuito de compreender os conhecimentos dessas comunidades em relação ao uso de plantas medicinais e suas percepções sobre os avanços tecnológicos e os novos meios de disseminação desses saberes. As entrevistas foram realizadas entre os meses de agosto e dezembro de 2025. A terceira etapa, correspondeu a uma revisão de literatura, com o intuito de embasar a discussão acerca dos etnoconhecimentos sobre plantas medicinais e os novos meios de transmissão desses saberes. Os resultados revelaram que as comunidades mantêm o uso de plantas medicinais descrevendo 102 plantas medicinais, além de repassar esses conhecimentos por meio de diferentes plataformas digitais, como Facebook, Instagram, YouTube e TikTok. Observou-se que os meios tecnológicos vêm se popularizando rapidamente entre esses povos, sendo identificado, no período de 2015 a 2025, um avanço significativo no acesso às redes digitais, com a inserção de três das comunidades estudadas. No entanto, as postagens realizadas não abordam diretamente os conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais, sendo voltadas principalmente para festividades, culinária e heranças africanas. Todavia, uma das plataformas digitais analisadas, apresentou compartilhamentos sobre o uso de plantas medicinais realizados por uma moradora da Comunidade Quilombola Malhadinha. Portanto, os dados evidenciaram que muitas comunidades deixam de publicar seus conhecimentos por receio de julgamentos, embora reconheçam as redes digitais como uma alternativa para a transmissão desses saberes entre os mais jovens. Além disso, alguns membros demonstram interesse em compartilhar seus conhecimentos, porém enfrentam dificuldades de acesso às tecnologias digitais, o que reforça a necessidade de novos estudos envolvendo outras comunidades para compreender melhor esses novos meios de disseminação.
Abstract: The digital era has enabled access to an immense amount of information shared daily on social media. Currently, these communication channels may represent an alternative for the resilience and dissemination of traditional knowledge, especially regarding the use of medicinal plants, which are vulnerable both due to the anthropization of natural landscapes and the devaluation imposed by contemporary society. In this context, the present research aimed to understand the ethnoknowledge related to medicinal plants in quilombola communities of the municipality of Brejinho de Nazaré, Tocantins, as well as the new means of disseminating this knowledge as a form of resilience. To achieve this objective, the study was divided into three stages. The first stage consisted of conducting a netnography, aiming to understand how these communities are inserted into digital networks. The second stage involved semi-structured interviews, with the purpose of understanding the communities’ knowledge regarding the use of medicinal plants and their perceptions of technological advances and new means of disseminating this knowledge. The interviews were conducted between August and December 2025. The third stage consisted of a literature review, aiming to support the discussion on ethnoknowledge related to medicinal plants and the new means of transmitting this knowledge. The results revealed that the communities continue to use medicinal plants, describing a total of 102 medicinal species, in addition to transmitting this knowledge through different digital platforms, such as Facebook, Instagram, YouTube, and TikTok. It was observed that technological media have been rapidly gaining popularity among these groups, with a significant increase in access to digital networks identified between 2015 and 2025, including the insertion of three of the studied communities. However, the published content does not directly address traditional knowledge related to medicinal plants, focusing mainly on festivities, cuisine, and African heritage. Nevertheless, one of the analyzed digital platforms presented content related to the use of medicinal plants shared by a resident of the Quilombola Community of Malhadinha. Therefore, the data showed that many communities refrain from publishing their knowledge due to fear of judgment, although they recognize digital networks as an alternative for transmitting this knowledge to younger generations. In addition, some members express interest in sharing their knowledge but face difficulties in accessing digital technologies, reinforcing the need for further studies involving other communities to better understand these new means of dissemination.
URI: http://hdl.handle.net/11612/8373
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